quinta-feira, 17 de março de 2011

Filosofia e Música

  Desde o autêntico renascimento da estética e da filosofia da arte na década de 1960, tem havido uma clara tendência para tratar as artes individuais na medida em que apresentam problemas filosóficos que lhes são peculiares. Isto não equivale a afirmar que não se tem desenvolvido também a filosofia da arte em geral. As teorias ambiciosas da arte, procurando abranger todas as belas artes em definições sinópticas, ocuparam algumas dos melhores espíritos filosóficos deste período e trouxeram à disciplina uma clareza e um rigor muito necessários. Mas lateralmente a este projecto socrático, mais tradicional, floresceu uma comunidade inquieta de filósofos que aplicam as suas aptidões analíticas a problemas individuais de artes como a literatura, a pintura, a dança, a fotografia, o cinema, o teatro, a arquitectura e, evidentemente, a música.

  A Filosofia nasce do nosso espanto com o mundo, da vontade de explicar o porquê das coisas. A mitologia também é uma maneira de explicar o mundo, mas de um jeito fantasioso com a ajuda de deuses e entes (seres) sobrenaturais. Assim a Filosofia nasce na Grécia como uma nova maneira de explicar o mundo, porém  de uma maneira mais racional, cada um de nos é filósofo quando buscamos respostas à nossos problemas.